Pouco passava das 8 da manha - apos 2 autocarros, 3 avioes, 2 taxis e varias caminhadas o momento tao ansiado estava iminente. Era uma questao de horas.
Inicaram-se entao as fases de prospeccao e negociacao que me levaram ao numero 11 da losmen Nuri, localizada entre as vielas Gang I e II, nas imediacoes da rua inicial aonde tinham ficado as alemas.
Apos finalmente me poder libertar da bagagem, aproveito para me sentar na sacada da losmen e me dedicar ao cha de boas vindas e por momentos ser romano. Faltava descolar os sapatos dos pes e a roupa do corpo.
O melhor banho de agua fria de sempre.
Yogyakarta, carinhosamente chamada de "Djiojia" e um dos principais centros da identidiade javanesa, conserva desde 1755 o estatuto especial de sultano, sendo o unico sultanato pre-colonial que ainda se mantem.
Sede do historico sultanato de Yogyakarta, 'casa' dos maiores templos budistas e hindus da regiao sudoeste asiatica e com vista para o Gunung Merapi - vulcao activo a 26 km do centro, mereceu a minha atencao e tempo. Esta a justificar plenamente.
No enorme complexo do Kraton (sede do sultanato e residencia do Sultao - uma especie de cidade perdida) remanescem ruinas de um dos palacios mais importantes da cidade e do sultanato, Taman Sari, curiosamente desenvolvido por um portugues no sec. XVII. E I sabia-o. Se no instante imediato ao som "Portugal" os locais sorriem e fazem os famosos pacos de danca de C. Ronaldo hoje, como seria ha 3 seculos atras?
Apos um licao de etiqueta javanesa ao jantar (ha fotos e a divulgar em momento oportuno!) com a Eli e o Akri, a que se seguiu um espectaculo de rua sentia ja dramaticas dificuldades para me manter acordado.
Eram 22h locais quande me recolhi ao quarto e apos 3 dias em viagem, finalmente vi (e senti) uma cama.
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