quarta-feira, 28 de julho de 2010

E foi a manha e a tarde, o dia terceiro.

Pouco passava das 8 da manha - apos 2 autocarros, 3 avioes, 2 taxis e varias caminhadas o momento tao ansiado estava iminente. Era uma questao de horas.

Inicaram-se entao as fases de prospeccao e negociacao que me levaram ao numero 11 da losmen Nuri, localizada entre as vielas Gang I e II, nas imediacoes da rua inicial aonde tinham ficado as alemas.

Apos finalmente me poder libertar da bagagem, aproveito para me sentar na sacada da losmen e me dedicar ao cha de boas vindas e por momentos ser romano. Faltava descolar os sapatos dos pes e a roupa do corpo.

O melhor banho de agua fria de sempre.

Yogyakarta, carinhosamente chamada de "Djiojia" e um dos principais centros da identidiade javanesa, conserva desde 1755 o estatuto especial de sultano, sendo o unico sultanato pre-colonial que ainda se mantem.
Sede do historico sultanato de Yogyakarta, 'casa' dos maiores templos budistas e hindus da regiao sudoeste asiatica e com vista para o Gunung Merapi - vulcao activo a 26 km do centro, mereceu a minha atencao e tempo. Esta a justificar plenamente.

No enorme complexo do Kraton (sede do sultanato e residencia do Sultao - uma especie de cidade perdida) remanescem ruinas de um dos palacios mais importantes da cidade e do sultanato, Taman Sari, curiosamente desenvolvido por um portugues no sec. XVII. E I sabia-o. Se no instante imediato ao som "Portugal" os locais sorriem e fazem os famosos pacos de danca de C. Ronaldo hoje, como seria ha 3 seculos atras?


Apos um licao de etiqueta javanesa ao jantar (ha fotos e a divulgar em momento oportuno!) com a Eli e o Akri, a que se seguiu um espectaculo de rua sentia ja dramaticas dificuldades para me manter acordado.
Eram 22h locais quande me recolhi ao quarto e apos 3 dias em viagem, finalmente vi (e senti) uma cama.

Recomeço

E inegavel que o tema viajar nao foi e nao e inocente na actidade deste blogue. Felizmente, no que toca a sua inactividade o mesmo nao podera ser dito.
Passaram-se quase 2 anos desde que foi publicado o ultimo post neste blogue e foram varias as viagens realizadas ate entao, nao obstante por diversos motivos foi algo que acabou por deixar de acontecer, a chamada last mile.

Apos alguma luta interior (sim, apesar de sempre ter gostado, a escrita e-me muitas das vezes dolorosa e bastante time consuming) a que se juntaram alguns incentivos/desafios decidi retomar ao activo, e e exactamente disto que se trata, um Recomeço.

Nao cometerei a loucura (muito tentadora nestas ocasioes) de solenemente jurar que escreverei todos os dias e ate mesmo para sempre. Fico-me apenas por uma garantia de aumento significativo da actividade no blogue, de hoje em diante.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Relax maan

29.10.2008
8.30 am Water House, Kingston

Nao da mais. Apos uma luta de quase duas horas com a almofada e chegada a hora de anunciar o vencedor: o dia.

Uma vez mais, o calor e a luz que conquistam o meu espaco me tiram aquilo que eu tanto tenho, e que nao gostaria de ter: o sono. Imperetrivelmente, as 8.30, 8.45 no maximo, acordo plenamente, independentemente da hora a que me deitei.

Foi uma noite violenta dominada por chuvas tropicais, e e com grande surpresa que noto que afinal nao entra mesmo agua no meu espaco. Tento imaginar como terao sido os dias de austeridade tropical que levaram a destruicao de toda esta comunidade, e que por fim lhe deram tambem o nome pela qual e hoje conhecida.


"Don't worry maan". O John acaba de me dizer que arranjou um amigo, o Jeff, para nos levar a Port Royal, considerada em tempos a cidade mais rica e mais pervetida do Mundo. Diz-me tambem o valor, eu concordo.


Estamos prontos a partir e apos a fotografia da praxe arrancamos, e lentamente comeco a reencontrar-me geograficamente ao ver o porto de mar e posteriormente o aeroporto secundario. Acho que talvez conseguiria voltar sozinho se precisasse de ir buscar as minhas coisas.

Apercebo-me que estamos a entrar na downtown e o quanto estive iludido nos primeiros dias que aqui estive. Esta e tambem a Jamaica que nao vem nos guias turisticos. E tambem nesta altura que me apercebo que o valor do transporte acordado no dia anterior era afinal apenas para a ida. Se considerarmos que o nosso destino e o final de um banco de areia que da forma ao setimo maior porto de mar natural do mundo, e nao tenho outra forma de voltar penso se isto sera somente a tipica descontracao jamaicana. Concordo exteriormente e prosseguimos.

A visita as ruinas e marcada por uma animada e ordeira visita escolar que demonstram vontade de aprender e empatia com a camera. A vontade de aprender e empatia com a camera foi alias tambem patente nos meus dois companheiros de passeio que nao hesitaram em me comprar 3 bilhetes, subsiadados indirectamente pela multinacional das embalagens e enchimentos...


E tarde, mas e o momento em que finalmente encontro a tranquilidade silenciosa no meu espaco para em cima do joelho, semantica e literalmente, colocar as ideias no blog.

Momentos tranquilos nao silenciosos e animados foram os que anteciparam este post. Falou-se de politica internacional, o ambiente e o petroleo, familia, trabalho, educacao, crise social, paises e culturas, decisoes e sonhos. Ouviu-se musica desde o reggae actual jamaicano e portugues aos fados da Mariza. Tiraram-se fotos. Ouviu-se e declamou-se poesia. Fizeram-se cover e recommendation letter. Como em qualquer outro lar por esse mundo afora. Ouviram-se tiros. Talvez nao tenha sido tao tranquila assim, momentaneamente.

"Don't worry maan"

Rastafari Keep and Save Yaa

28.10.2008
11 am Water House, Kingston

"Be careful with the dag dance!" Dianne said.

Acompanhado pelo John, Andrew e mais alguns amigos do gang la fomos para mais um momento social dominado pela animacao musical.
Apesar dos questioaveis saneamentos e algum lixo pelas ruas o ambiente estava bastante perfumado - "makes yaa leave longer maan".

Apos o quebra gelo inicial la comecou a festa e a dag dance. Apesar de ser um alvo bastante tentador la foi possivel ser apenas observador, deixando toda a responsabilidade para o dia seguinte.


Acabo de entrar num taxi com 2 desconhecidos, um deles conhecido atraves do couchsurfing, Dianne, e outro que vim a saber durante a viagem ser apenas um condutor a tarefa.

Apos uma viagem de cerca de 25 minutos que se iniciou num bairro nobre chegamos por fim a Water House, The Ghetto. Foi uma viagem relativamente calma, por ruas cada vez mais informais a medida que nos aproximavamos do yard da familia Francis.

Construcoes de chapa enferrujada, madeira e algum cimento e tijolos dominam a paisagem por ordem hierarquica. Pessoas desconstraidas, simples e resignadas completam a fotografia, contrariando a impressao inicial dominada por ruas vazias, sujas, em terra e patrulhadas por um jeep do exercito com 3 soldados, cada um com a sua G3.

Depois de um jantar e uma conversa que se estendeu noite dentro, com amigos e vizinhos, conversa esta que se iniciou na cozinha e terminou em pleno arruamento, la ouvi os conselhos da minha hoster: "Be careful with the dag dance!".

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Progresso

You don't make progress by standing on the sidelines, whimpering and complaining. You make progress by implementing ideas.

Shirley Hufsteddler


Duvidas?

1. http://www.youtube.com/watch?v=or-CCvUMlZo

2. http://www.youtube.com/watch?v=fV1BXzuLwVU&feature=related