29.10.2008
8.30 am Water House, Kingston
Nao da mais. Apos uma luta de quase duas horas com a almofada e chegada a hora de anunciar o vencedor: o dia.
Uma vez mais, o calor e a luz que conquistam o meu espaco me tiram aquilo que eu tanto tenho, e que nao gostaria de ter: o sono. Imperetrivelmente, as 8.30, 8.45 no maximo, acordo plenamente, independentemente da hora a que me deitei.
Foi uma noite violenta dominada por chuvas tropicais, e e com grande surpresa que noto que afinal nao entra mesmo agua no meu espaco. Tento imaginar como terao sido os dias de austeridade tropical que levaram a destruicao de toda esta comunidade, e que por fim lhe deram tambem o nome pela qual e hoje conhecida.
"Don't worry maan". O John acaba de me dizer que arranjou um amigo, o Jeff, para nos levar a Port Royal, considerada em tempos a cidade mais rica e mais pervetida do Mundo. Diz-me tambem o valor, eu concordo.
Estamos prontos a partir e apos a fotografia da praxe arrancamos, e lentamente comeco a reencontrar-me geograficamente ao ver o porto de mar e posteriormente o aeroporto secundario. Acho que talvez conseguiria voltar sozinho se precisasse de ir buscar as minhas coisas.
Apercebo-me que estamos a entrar na downtown e o quanto estive iludido nos primeiros dias que aqui estive. Esta e tambem a Jamaica que nao vem nos guias turisticos. E tambem nesta altura que me apercebo que o valor do transporte acordado no dia anterior era afinal apenas para a ida. Se considerarmos que o nosso destino e o final de um banco de areia que da forma ao setimo maior porto de mar natural do mundo, e nao tenho outra forma de voltar penso se isto sera somente a tipica descontracao jamaicana. Concordo exteriormente e prosseguimos.
A visita as ruinas e marcada por uma animada e ordeira visita escolar que demonstram vontade de aprender e empatia com a camera. A vontade de aprender e empatia com a camera foi alias tambem patente nos meus dois companheiros de passeio que nao hesitaram em me comprar 3 bilhetes, subsiadados indirectamente pela multinacional das embalagens e enchimentos...
E tarde, mas e o momento em que finalmente encontro a tranquilidade silenciosa no meu espaco para em cima do joelho, semantica e literalmente, colocar as ideias no blog.
Momentos tranquilos nao silenciosos e animados foram os que anteciparam este post. Falou-se de politica internacional, o ambiente e o petroleo, familia, trabalho, educacao, crise social, paises e culturas, decisoes e sonhos. Ouviu-se musica desde o reggae actual jamaicano e portugues aos fados da Mariza. Tiraram-se fotos. Ouviu-se e declamou-se poesia. Fizeram-se cover e recommendation letter. Como em qualquer outro lar por esse mundo afora. Ouviram-se tiros. Talvez nao tenha sido tao tranquila assim, momentaneamente.
"Don't worry maan"
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Rastafari Keep and Save Yaa
28.10.2008
11 am Water House, Kingston
"Be careful with the dag dance!" Dianne said.
Acompanhado pelo John, Andrew e mais alguns amigos do gang la fomos para mais um momento social dominado pela animacao musical.
Apesar dos questioaveis saneamentos e algum lixo pelas ruas o ambiente estava bastante perfumado - "makes yaa leave longer maan".
Apos o quebra gelo inicial la comecou a festa e a dag dance. Apesar de ser um alvo bastante tentador la foi possivel ser apenas observador, deixando toda a responsabilidade para o dia seguinte.
Acabo de entrar num taxi com 2 desconhecidos, um deles conhecido atraves do couchsurfing, Dianne, e outro que vim a saber durante a viagem ser apenas um condutor a tarefa.
Apos uma viagem de cerca de 25 minutos que se iniciou num bairro nobre chegamos por fim a Water House, The Ghetto. Foi uma viagem relativamente calma, por ruas cada vez mais informais a medida que nos aproximavamos do yard da familia Francis.
Construcoes de chapa enferrujada, madeira e algum cimento e tijolos dominam a paisagem por ordem hierarquica. Pessoas desconstraidas, simples e resignadas completam a fotografia, contrariando a impressao inicial dominada por ruas vazias, sujas, em terra e patrulhadas por um jeep do exercito com 3 soldados, cada um com a sua G3.
Depois de um jantar e uma conversa que se estendeu noite dentro, com amigos e vizinhos, conversa esta que se iniciou na cozinha e terminou em pleno arruamento, la ouvi os conselhos da minha hoster: "Be careful with the dag dance!".
11 am Water House, Kingston
"Be careful with the dag dance!" Dianne said.
Acompanhado pelo John, Andrew e mais alguns amigos do gang la fomos para mais um momento social dominado pela animacao musical.
Apesar dos questioaveis saneamentos e algum lixo pelas ruas o ambiente estava bastante perfumado - "makes yaa leave longer maan".
Apos o quebra gelo inicial la comecou a festa e a dag dance. Apesar de ser um alvo bastante tentador la foi possivel ser apenas observador, deixando toda a responsabilidade para o dia seguinte.
Acabo de entrar num taxi com 2 desconhecidos, um deles conhecido atraves do couchsurfing, Dianne, e outro que vim a saber durante a viagem ser apenas um condutor a tarefa.
Apos uma viagem de cerca de 25 minutos que se iniciou num bairro nobre chegamos por fim a Water House, The Ghetto. Foi uma viagem relativamente calma, por ruas cada vez mais informais a medida que nos aproximavamos do yard da familia Francis.
Construcoes de chapa enferrujada, madeira e algum cimento e tijolos dominam a paisagem por ordem hierarquica. Pessoas desconstraidas, simples e resignadas completam a fotografia, contrariando a impressao inicial dominada por ruas vazias, sujas, em terra e patrulhadas por um jeep do exercito com 3 soldados, cada um com a sua G3.
Depois de um jantar e uma conversa que se estendeu noite dentro, com amigos e vizinhos, conversa esta que se iniciou na cozinha e terminou em pleno arruamento, la ouvi os conselhos da minha hoster: "Be careful with the dag dance!".
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